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A SOLIDEZ MATRIMONIAL – Parte 11

“O amor é paciente, o amor é benigno, não é invejoso; o amor não é orgulhoso, não se envaidece, não é descortês, não é interesseiro, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (I Cor 13, 4-7)  “Senhor manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso. Fazei-nos viver o amor e a reconciliação”

(Ladainha do sagrado Coração de Jesus).

Paciência: Seguramente esta é a resposta mais ouvida para descrever o segredo dos relacionamentos duradouros e é ensinado com maestria pelos casais que convivem harmoniosamente por muitos anos a fio, enfrentando conjuntamente as adversidades e os desafios existenciais, sem desanimar, sucumbir, abandonar o barco do matrimônio ou desistir, e, com bom humor, vão construindo uma vida sólida, crescendo juntos e tirando proveito do que a vida lhes proporciona; também é bem ensinado pelos monges que praticam a meditação, e que, muitas vezes se isolam da sociedade para terem uma intimidade maior com o transcendente, com Deus.

Cultivar a paciência, manter a temperança, o equilíbrio, a mansidão e saber dosar a intensidade de nossos atos e palavras nos colocam num patamar de paz e qualidade de vida sem precedentes, pois nos traz serenidade para enfrentar toda e qualquer situação e adversidades sem estresses.

Todavia, devemos considerar que com o passar dos anos, há uma tendência natural ao ser humano de se tornar ranzinza, chato e intolerante, até mesmo por causa dos desgastes sofridos ao longo da vida, e das limitações naturais que irão acontecer em nossos corpos; então, precisamos exercitar a paciência, tanto para a aceitação pessoal dessas mudanças comportamentais, assim como pelas mudanças ocorridas naqueles que conosco se relacionam.

Assim sendo, percebemos que convivência social com qualidade, em especial a familiar, pode ser obtida apenas com a disposição pessoal de lutar e se exercitar, ou seja, é sempre bom lembrar que paz e tranqüilidade na vida e qualidade naquilo que fazemos é exercício de paciência e de sabedoria.

A palavra escolhida para este mês, retrata e define a postura daqueles que vivem intensamente o amor, e nos dá a tônica exata de como deveremos batalhar para que o amor seja sempre paciente e nos inspire a administrar nossos atos e falas de forma a se tornar benigno, ou seja, se tornando uma benção em compreensão e delicadeza principalmente para os que conosco convivem;

Que o amor nos torne ocupados em fazer a nossa própria estrela brilhar sem nos incomodarmos com o brilho das estrelas de nossos irmãos, ao contrário, alegrando-nos com estes e seus sucesso, portanto, sem sermos invejosos; o amor é humilde e jamais orgulhoso, não se envaidece nem se ensoberbece porque é simples, é cortês porque valoriza o outro e procura demonstrar isso em atitudes, não é interesseiro fazendo tudo sem nada esperar em troca (não existe espaço para a barganha ou cobranças), não se altera com as intempéries nem se irrita, não guarda mágoas, rancor ou acumula lixo que possa deteriorá-lo, não se alegra com a injustiça ou com o que possa prejudicar a vida, mas regozija-se com a verdade, com a conversa franca e aberta; tudo desculpa porque não é dono da verdade e entende às diferenças existentes, tudo crê já que não paira dúvidas nem descrença onde existe, tudo espera e tudo suporta pacientemente.

Até porque o exercício da paciência, além de nos libertar do contágio do estresse e dessa desastrosa carga emocional dos impacientes, nos aproxima das pessoas que conosco convivem, que vem em busca de aconselhamentos para também experimentarem essa paz obtida que nos alimenta e dá a satisfação e a alegria de simplesmente viver.

Com amor e carinho.

 

Cirso Teodoro da Silva

cirso@cts.adv.br

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