FUNDAÇÃO DA PARÓQUIA DE VILA FELIZ (1953)

A Vila Feliz, talvez um dos bairros mais afastados do centro de Curitiba. Surgiu com a habitação de familiares de fora. Quando foi loteada; os proprietários doaram 4 lotes a Mitra por meio do Pe. Albino Vico, vigário de Umbará; adquiriu mais 6 lotes. Os moradores praticamente abandonados espiritualmente, começaram a ser atendidos e visitados pelo Pe. Albino Vico, que se interessou pelo bem de suas almas e se entusiasmou pelo bairro, dedicando-lhe suas melhores energias. Em campo aberto aos domingos celebrava a santa missa no local, onde havia de surgir a Igreja. A 15 de Agosto de 1952, D. Manoel da Silveira D’Elboux, benzeu a pedra fundamental da Igreja provisória e a escola paroquial: por ocasião do Natal de 1953, o Pe. Albino Vico, celebrou a 1º miss no interior da Igreja com grande júbilo do povo.

A paróquia de S. José de Vila Feliz, desmembrou-se do Umbará e do Portão dia 02 de Julho de 1957. E instalada a Paróquia dia 14 de julho de 1957. Pelo Senhor bispo D. Manuel da Silveira D’Elboux, tendo tomado posse o 1º vigário Pe. Francisco Corso.

FUNDAÇÃO DAS CAPELINHAS

NO DIA 1º  DE Agosto de 1956, foi lançada a percorrer a vila, a 1ª capelinha com a Imagem do Coração de Maria, doada pela Sr. Gomercindo Santana, sendo o zelador o sr. Jovenal Carvalho. A segunda capelinha foi lançada dia 01 de outubro 1956, mês do santo Rosário, sendo zeladora e Presidente Tereza Nichele.

 

COMUNIDADE DA VILA FELIZ

Antigamente as comunidades surgiam com a fixação de famílias numa região, começando com a abertura de pequenos comércios e a construção de uma Capela.

A formação da Comunidade da Vila Feliz não foi muito diferente, e entre os moradores daquela época algumas famílias era oriundas do bairro Umbará, podendo ser considerado o cordão umbilical do surgimento da Capela da Vila Feliz.

Numa época a religiosidade era muito mais intensa e o povo ansiava por um local onde pudesse se reunir e realizar as celebrações. Tudo era muito mais difícil, menos a vontade, a disposição e a fé dos católicos.

Quando mudamos para cá, em 1951, a comunidade já começava a se organizar e planejava a construção de uma capela sob a liderança do Pe. Albino Vico, italiano e vigário da paróquia de São Pedro de Umbará que muito contribuiu nessa etapa. No início as celebrações se realizavam em locais improvisados com o altar montado em cima de um caminhão. As pequenas festas em homenagem a São José ajudavam na arrecadação de recursos financeiros para a realização do grande sonho de fundar uma Paróquia. Eram muito frequentes, quase que mensalmente. Aos domingos havia apresentação de teatros organizados pelos congregados Marianos, projeção de filmes e outras diversões para a comunidade.

O terreno da Capela da Vila Feliz foi conseguido com a contribuição dos poucos moradores da época e parte doado por uma imobiliária. Em seguida, perfuraram um poço e começaram a construção da capela, principalmente com a colaboração dos senhores: Irineu Moleta, Paulo Conto, Pedro Chiminelo e muitos ajudantes da Vila. O desenho do forro foi criação do Sr. Irineu  Moleta, muito elogiado na época.

Com a capela pronta o pe. Albino começou a construção da escola, com o apoio do Estado e a colaboração das Irmãs do Instituto Nossa Senhora da Misericórdia.

Na sequência com a arrecadação das festas e colaboração da comunidade foi construído um salão onde se realizavam as reuniões dos Cruzadinhos, coroinhas, filhas de Maria, Apostolado da Oração, congregados Marianos, o teatro, o cinema e demais festividades e confraternizações.

Com a organização e o crescimento da comunidade, em 14 de Julho de 1957, foi fundada a Paróquia São José da Vila Feliz, tendo como primeiro vigário o Pe. Francisco Corso, Escalabriniano, também italiano, empossado pelo Arcebispo Dom Manuel da Silveira D’Elboux.

Assim, a paróquia prosperou  e surgiu a necessidade da construção de uma igreja maior num terreno maior. Então a Comissão (CAEP), sob a liderança do Pe. Chico, decidiram comprar um novo terreno onde hoje se encontra a Paróquia São José do Capão Raso.

 

Colaboração do Sr. Amilton Antonio Nichele