DEUS AMA SÓ OS “BONZINHOS”?

Desde o inicio de nossa vida vão sendo implantadas em nós, de forma  consciente ou não, idéias totalmente falsas sobre Deus.

Elas levam uma grande parte das pessoas a certa rejeição para com Ele, pois lhes passaram a mensagem de alguém que  sufoca, oprime,  mete medo, e se Ele é assim, é melhor que  não exista.

Avós, pais, mães, alguma madrinha ou tia, muito piedosas, e mesmo alguns membros do clero ou pastores distorceram muitas vezes a imagem divina, falando que Deus ama os que são bonzinhos. Ele  observa e  vê tudo. Não há escapatória. Castiga, pune severamente, os que não vivem e seguem o seu rigoroso código de conduta.

São comuns expressões como: “Não faça isso, que Deus não quer”. “Deus está vendo e vai te castigar”. Vende-se uma imagem de que tudo o que eu gosto, ou pode me dar prazer, está proibido ou é pecado. Tenho  que obedecer em tudo, para não desagradar ao “deus terrível e castigador”.

Ainda há aqueles que vêm Deus como um freio, para impedir  as pessoas de serem independentes. Como se o medo convertesse alguém! Muitas vezes criou-se  uma imagem falsa, como se Ele  não passasse de um controlador social.

Porém, Jesus, o Filho de Deus veio revelar a verdadeira imagem divina. DEUS É AMOR. (1Jo 3, 7-21)

Ele não nos ama apenas se formos bonzinho. Ama cada um de nós como somos, sobretudo quando fracos e pecadores e nós seremos mais ou menos felizes, se tomarmos consciência do seu amor, respondendo a Ele com amor. Mesmo se atolados  no mais profundo dos abismos, Ele continua a nos  amar da mesma maneira.

O Deus que eu conheço, não tem prazer algum  com o nosso sofrimento, nem o provoca para punir-nos. Os responsáveis pela dor que muitas vezes nos atinge  são nossas ações contraditórias. Quem não aprende na escola do amor vai aprender na escola da dor.

Deus não age como castigador, mas como restaurador.

Já no Antigo Testamento o Salmo 138 apresenta Deus como Aquele que nos conhece, que nos teceu célula por célula e se no: “Abismo está nossa alma, ali Ele também nos ama.”

Os Profetas não se cansam de enaltecer que: “Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva”. (Ez 18, 21–23)

Jesus, em parábolas e nos seus ensinamentos constantes ensina com atos e palavras o infinito amor divino por todos, e em especial, para com os pecadores. (Mt 18, 12,14)

Ele manifesta toda a sua ternura falando e agindo: “Não há maior prova de amor que doar a vida por quem se ama.”(Jo 15,13)

Resumiu toda a sua mensagem em apenas uma frase: “AMAI-VOS COMO EU VOS AMEI.” (Jo 15, 12)

Cessem as teorias, os discursos, os medos e vamos parar de fugir do AMOR.

Pare, pense que você é amado por Aquele que o chamou à vida por amor, e quer ver este amor se expandindo em e por você.

 

Cônego Ivanir Leonardi

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